quarta-feira, 25 de abril de 2012

Espetacularização da babaquice, diz Wagner Moura sobre o Pânico na TV

"Há duas semanas, o ator Wagner Moura sofreu uma abordagem da equipe do “Pânico na TV!”, da RedeTV!, que passou dos limites. Foi divulgada uma carta aberta em que o ator critica o que chama de “espetacularização da babaquice”.

Leiam a Carta:

"Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo "que coisa horrível" (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

" O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice "

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

" Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência"

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.

No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a "cagada" que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?"

(Esse episódio aconteceu em junho de 2008, no entanto o último programa do Pânico mostrou que a indignação pela baixarias continua cada vez maior)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Torturadores podem escapar o Poder Judiciário, mas não do desprezo público - Vladimir Safatle

Honrar o país

Por Vladimir Safatle, na Folha de S. Paulo


Aqueles que hoje desafiam a mudez do esquecimento e dizem, em voz alta, onde moram os que entraram pelos escaninhos da ditadura brasileira para torturar, estuprar, assassinar, sequestrar e ocultar cadáveres honram o país.

Quando a ditadura extorquiu uma anistia votada em um Congresso submisso e prenhe de senadores biônicos, ela logo afirmou que se tratava do resultado de um “amplo debate nacional”. Tentava, com isto, esconder que o resultado da votação da Lei da Anistia fora só 206 votos favoráveis (todos da Arena) e 201 contrários (do MDB).

Ou seja, os números demonstravam uma peculiar concepção de “debate” no qual o vencedor não negocia, mas simplesmente impõe.

Depois desse engodo, os torturadores acreditaram poder dormir em paz, sem o risco de acordar com os gritos indignados da execração pública e da vergonha. Eles criaram um “vocabulário da desmobilização”, que sempre era pronunciado quando exigências de justiça voltavam a se fazer ouvir.

“Revanchismo”, “luta contra a ameaça comunista”, “guerra contra terroristas” foram palavras repetidas por 30 anos na esperança de que a geração pós-ditadura matasse mais uma vez aqueles que morreram lutando contra o totalitarismo. Matasse com as mãos pesadas do esquecimento.
Mas eis que estes que nasceram depois do fim da ditadura agora vão às ruas para nomear os que tentaram esconder seus crimes na sombra tranquila do anonimato.

Ao recusar o pacto de silêncio e dizer onde moram e trabalham os antigos agentes da ditadura, eles deixam um recado claro. Trata-se de dizer que tais indivíduos podem até escapar do Poder Judiciário, o que não é muito difícil em um país que mostrou, na semana passada, como até quem abusa sexualmente de crianças de 12 anos não é punido. No entanto eles não escaparão do desprezo público.

Esses jovens que apontam o dedo para os agentes da ditadura, dizendo seus nomes nas ruas, honram o país por mostrar de onde vem a verdadeira justiça. Ela não vem de um Executivo tíbio, de um Judiciário cínico e de um Legislativo com cheiro de mercado persa. Ela vem dos que dizem que nada nos fará perdoar aqueles que nem sequer tiveram a dignidade de pedir perdão.

Se o futuro que nos vendem é este em que torturadores andam tranquilamente nas ruas e generais cospem impunemente na história ao chamar seus crimes de “revolução”, então tenhamos a coragem de dizer que esse futuro não é para nós.

Este país não é o nosso país, mas apenas uma monstruosidade que logo receberá o desprezo do resto do mundo. Neste momento, quem honra o verdadeiro Brasil é essa minoria que diz não ao esquecimento. Essa minoria numérica é nossa maioria moral.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Frentecom amplia o debate da comunicação pública no Brasil

Victor Zacharias
Começa hoje em Brasília o Seminário Internacional de Regulação da Comunicação Pública promovido pela Frentecom - Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação.
Com representantes do parlamento e movimentos ligados à luta pela democracia na comunicação foi iniciado o debate deste tema essencial para o Brasil.

César Alvarez - secretário executivo do Ministério das Comunicações, comentou que não há uma legislação que dê uma visão clara sobre a comunicação e a comunicação pública, nem tão pouco qual a possibilidade de financiamento desta última.

Yole Mendonça - secretária executiva da Secom, elogiou a ampliação do debate sobre este tema na sociedade brasileira, refletiu que históricamente aconteceram avanços, no entanto a liberdade de imprensa sempre foi defendida com intrangisência e o interesse público o nunca deixou de ser observado.

Nelson Breve - presidente da EBC, afirmou que a comunicação e o jornalismo são serviços públicos.
Há um falso debate entre restrição e regulamentação, é preciso deixar claro que o direito à comunicação do cidadão deve ser preservado e defendido, para que ele receba de forma verdadeira, imparcial e sem preconceito, conteúdos que irão estimular o seu estilo de vida e cultura.
Não deve existir nenhum receio da sociedade de que haverá qualquer restrição à liberdade de expressão que nas grandes democracias tem como regra a regulamentação que garante a pluralidade e a diversidade. A maior questão para as TVs públicas é o financiamento, finalizou Breve.

O seminário segue durante mais 3 dias debatendo este tema e com transmissão direta pela TV Câmara via internet, clique aqui e assista.

terça-feira, 13 de março de 2012

Para Laurindo Lalo Leal, 'TV Folha' privatiza espaço público

A televisão brasileira, com raras exceções, é um deserto de criatividade. Aos domingos a situação piora. Para a maioria dos telespectadores resta o encontro com Faustão, Gugu, Silvio Santos e assemelhados.
Em São Paulo, a TV Cultura tentou por vezes se apresentar como alternativa oferecendo programas de melhor qualidade. A inconstância da grade de programação, reflexo de uma instabilidade administrativa crônica, impediu que as tentativas prosperassem.

O programa TV Folha é uma nova aposta na mesma linha, ainda que terceirizado. Críticas à ação policial na cracolândia e no Pinheirinho devem ter surpreendido o telespectador menos atento, acostumado a docilidade da Cultura quando o governo do Estado e prefeituras a ele alinhadas estão na berlinda.

A lamentar a falta de réplica dos entrevistadores às desculpas do prefeito.

Premido pelo tempo escasso e pela fórmula adotada, o TV Folha não avança na direção do aprofundamento dos temas. Reproduz na televisão o padrão adotado na internet, calcado numa sequência de clipes, sem dar oportunidade à reflexão.

A presença de Chico Buarque encaixou-se no padrão. Anunciado como "depoimento inédito" o que se viu foram frases entrecortadas do artista. O pior foi o colunista dizer que "ninguém quer escutar" as novas musicas do Chico. De onde ele tirou essa conclusão?

A lamentar o fato da TV Cultura deixar clara a sua incapacidade de produzir um programa jornalístico de qualidade, optando por privatizar mais um espaço público no Estado de São Paulo.

* Especial para a Folha. Laurindo Lalo Leal é sociólogo, jornalista e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A ação de omissão por inconstitucionalidade do oligopólio da comunicação, depois de um ano, continua parado no STF, diz Comparato.

Professor Fábio Comparato (e-mail enviado para PHA)

Ministra Rosa Weber
Há mais de 1 (um) ano, o PSOL ingressou com uma ação de inconstitucionalidade por omissão no Supremo Tribunal Federal, a respeito da falta de regulamentação legal de vários artigos da Constituição Federal sobre meios de comunicação de massa. Com efeito, após 23 anos e meio de vigência da Constituição, normas da maior importância, como a proibição do monopólio e do oligopólio no setor, ou a regulamentação do conteúdo da produção e programação das emissoras de rádio e televisão com o respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família, continuam submetidas à lei do mais forte e do mais inescrupuloso.
Pois bem, no próximo dia 25 de março completar-se-á 1 (um) ano da remessa dos autos da citada ação de inconstitucionalidade por omissão ao Procurador-Geral da República, para que ele dê o seu devido parecer, quando, pela lei que regula tais ações, a Procuradoria-Geral da República tem o prazo de 15 (quinze) dias para fazê-lo!

Ou seja, neste “Brasil, florão da América”, como proclama o hino nacional, todos são obrigados a cumprir a Constituição e as leis, salvo evidentemente os “donos do poder”.

E vamos nos queixar a quem? Antigamente, segundo o ditado popular, aconselhava-se a vítima a se queixar ao bispo. Agora, nem este recurso subsiste. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal não respondem perante o Conselho Nacional de Justiça, assim como o Procurador-Geral da República não responde perante o Conselho Nacional do Ministério Público.

Quem sabe, você poderia ajudar o povo, dito soberano (…), a se revoltar contra sua posição de permanente incapacidade na vida política, social e econômica.

Excelentíssima Senhora Ministra Rosa Weber, Digníssima Relatora da Ação de Inconstitucionalidade por Omissão nº 10:

O PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE, autor da ação em referência, vem expor e a final requerer o que segue:

1.– No próximo dia 25 de março, completar-se-á um ano da remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República, a fim de que ela emita o devido parecer no presente processo.

Segundo o disposto no art. 8º da Lei nº 9.868, de 10 de novembro de 1999, que dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal, o Procurador-Geral da República tem o prazo de 15 (quinze) dias para se manifestar sobre a ação proposta.

2.– A Constituição Federal, logo no primeiro de seus artigos, declara que “a República Federativa do Brasil [...] é um Estado Democrático de Direito”.

Em um autêntico Estado de Direito, escusa lembrar, é absoluta-mente inadmissível que alguém, sobretudo um agente público, possa sobrepor sua vontade ou seu interesse particular à ordem jurídica, ou justificar-se do não cumprimento da lei por razões de ordem particular.

Escusa lembrar, ainda, que, de acordo com o disposto no art. 127 da Constituição Federal, “o Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica”. O que significa, a todas as luzes, que o Ministério Público não goza nem pode gozar de nenhum privilégio em matéria processual, devendo, como qualquer parte ou interveniente no processo, cumprir rigorosamente os prazos legais.

3.– Nessas condições, é a presente para pedir a Vossa Excelência:

1. que mande intimar o Exmo. Sr. Procurador-Geral da República a apresentar incontinente nestes autos o seu parecer;

2. que determine seja o Conselho Nacional do Ministério Público informado do fato, para as providências cabíveis.

Termos em que,

PEDE DEFERIMENTO.

De São Paulo para Brasília,

___________________________

p.p. FÁBIO KONDER COMPARATO

OAB-SP nº 11.118

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Campanha militante quer estimular reflexão sobre a Liberdade de Expressão.

Victor Zacharias

As grandes redes de comunicação lideradas pelos conglomerados formados a partir das concessões públicas de televisão continuam evitando o debate deste tema nos seus programas, quando o fazem é para emitir opiniões que estigmatizam o movimento como restaurador da censura e não da liberdade.
Quem participa da discussão da democracia da comunicação, sabe que isso não é verdade, mas agora é necessário fazer um esforço para trazer mais gente para a cena e popularizar o tema.
Essa preocupação com a popularização já rendeu um anúncio, o que está abaixo, ele reforça a característica da "mesmice" das redes de TV, e também mostra o falso mito do controle remoto, pois não adianta mudar de canal que o telespectador verá a mesma coisa.
Há um projeto para o Marco Regulatório das Comunicação que está com o Ministro Paulo Bernardo, mas ainda não foi liberado. Este projeto foi desenvolvido e construído baseado nas resoluções aprovadas em uma ampla discussão feita na 1ª Confecom - Conferência Nacional de Comunicação, agora é preciso que saia do gabinete do Ministro e vá para o Congresso.
Contamos com você para divulgar este anúncio e os próximos que virão.
Se você quiser saber mais sobre o tema acesse: www.frentex.org



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Merchandising cai 25% no BBB12, anunciantes estao assustados com o ‘crime sexual’

fevereiro 7th, 2012 by mariafro
Quando o Maria Frô reverberou no blog e nas redes sociais a campanha de boicote aos anunciantes do BBB que financiam a baixaria nas tvs: Campanha no facebook expõe marcas e produtos que patrocinam BBB associando-os ao estupro, alguns não apenas desacreditaram da eficácia da campanha como tripudiaram dos nossos esforços.
Eu tinha indícios de que a campanha seria interessante e já estava surtindo efeito, quando recebemos no Viomundo (por causa de uma info equivocada que dei nesse post aqui: Acusado de abuso sexual foi eliminado do BBB e Bial diz que ele cometeu ‘infração’ onde afirmava que a Avon patrocinava o BBB e imediatamente a empresa por meio de sua assessoria de imprensa, apressou-se em informar que era patrocinadora da Rede Globo, mas NÃO era patrocinadora do Big Brother Brasil. Desde este momento percebi que empresas estavam preocupadas em associar suas marcas a um programa investigado sob acusação de veicular um estupro ao vivo.
Hoje, via twitter, Maurício Machado me encaminhou a noticia que reproduzo a seguir que nos mostra quem é que se equivoca quando aceita passivamente baixarias veiculadas nas concessões públicas também conhecidas como emissoras de rádio e tv.
Merchandising cai 25% no BBB12, anunciantes estao assustados c/ ‘crime sexual’
07/02/2012
Segundo levantamento do Controle da Concorrência, que monitora inserçoes comerciais na TV para informaçao do mercado, o BBB sofreu queda de 25,3% em açoes de merchandising este ano – em relaçao ao BBB11. De 10 de janeiro a 2 de fevereiro, o BBB12 teve 50 açoes de produtos dentro da casa, ante 67 da versao 2011 no mesmo período. A noticia está na coluna Outro Canal, da Keila Jimenez na Folha para assinantes. Diz que o jornal apurou que os anunciantes do BBB 12 estao preocupados com a polêmica que culminou na expulsao do modelo Daniel Echaniz, “e que muitos nao querem mais ter sua imagem associada ao programa”. Os patrocinadores nao quiseram se manifestar oficialmente.
Abaixo reproduzo a coluna de Keila Jimenez citada na notícia acima
‘BBB 12′ sofre queda de 25% em merchandising
07/02/2012
A audiência não foi tão impactada, mas as finanças do “Big Brother Brasil 12″ (Globo) parecem ter sido atingidas com a suspeita de crime sexual envolvendo um participante da atração.
Segundo levantamento da Controle da Concorrência, que monitora inserções comerciais para o mercado, o reality sofreu queda de 25,3% em ações de merchandising em relação ao “BBB 11″.
De 10 de janeiro a 2 de fevereiro, o “BBB 12″ teve 50 ações de produtos dentro da casa, ante 67 do “BBB 11″ no mesmo período.
A queda impressiona uma vez que o formato é conhecido por faturar milhões com merchandising, batendo recorde de demanda a cada edição. O “BBB 11″, um dos piores em audiência na Globo, passou da casa dos 20 produtos anunciados em merchandising e faturou cerca de R$ 380 milhões.
A Folha apurou que os anunciantes do “BBB 12″ estão preocupados com a polêmica que culminou na expulsão do modelo Daniel Echaniz, e que muitos não querem mais ter sua imagem associada ao programa. Os patrocinadores não quiseram se manifestar oficialmente.
Procurada, a Globo diz que do “BBB 1″ para o “BBB 12″ houve um aumento de 25% no volume de merchandising e que ainda há dois meses de programa pela frente.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Os caminhos para a democratização da comunicação - Fórum de Mídia Livre

III Fórum de Mídia Livre - Fórum Social Temático - Porto Alegre - 27 e 28/01/2012 
Nós, participantes do III Fórum de Mídia Livre, realizado no âmbito do Fórum Social Temático, em Porto Alegre entre os dias 27 e 28 de janeiro de 2012, vimos reafirmar o reconhecimento da comunicação como um direito humano e social e um bem comum, cuja defesa deve ser objeto da luta das mídias livres, do conjunto dos movimentos sociais e alcançar a sociedade como um todo.
Num momento em que a comunicação assume papel central nas lutas ao redor do mundo, como se tem visto na Primavera Árabe, no movimento dos indignados e de ocupações públicas e que, ao mesmo tempo, surgem ameaças de cerceamento à liberdade de expressão com medidas de controle da internet, a exemplo dos projetos SOPA e PIPA em discussão nos Estados Unidos, e da Lei Azeredo, o “AI-5 Digital” no Brasil; violações de direitos na mídia e criminalização das rádios comunitárias e dos movimentos sociais, como no caso da desocupação violenta da área do Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos; conclamamos todos a se unirem em torno da luta pela democratização da comunicação.

Nessa ação estratégica e unitária, ainda que levada a efeito dentro da diversidade de cada organização e iniciativa, através de suas redes de diálogos, é preciso reconhecer a comunicação não como mera ferramenta, mas compreender a sua potência mobilizadora, essencial à organização política. Objetivo central desse esforço é estabelecer de fato um contraponto à mídia comercial e hegemônica, não só no que diz respeito ao que é veiculado, mas sobretudo quanto à apropriação pela sociedade dos meios de acesso, produção, difusão e distribuição de informação e cultura.
Isso inclui estabelecer no Brasil um novo marco regulatório das comunicações que faça cumprir os preceitos da Constituição Federal relativos ao setor; o fortalecimento das mídias livres (comunitárias, alternativas e populares); a universalização do acesso à internet de qualidade; a neutralidade da rede e o respeito à privacidade dos usuários como direitos garantidos por um marco civil da internet e a reforma da Lei de Direitos Autorais; e fomentar o desenvolvimento, a formação e o uso de tecnologias que tenham como base o princípio da colaboração, compartilhamento e hackeamento.

Para que tal meta se cumpra, é preciso que haja efetiva participação social na construção, implementação e monitoramento das políticas públicas, fortalecendo espaços de discussão como as conferências de comunicação, fóruns e observatórios das entidades do setor.
É ainda imperativo intensificar a mobilização social, que deve extrapolar os espaços de debate tradicionais e ganhar as ruas, para que nossas reivindicações repercutam no conjunto da sociedade. Comprometemo-nos assim com ações de massa, articuladas ao ativismo nas redes sociais.

Nesse sentido, nos somaremos às organizações que estarão na Cúpula dos Povos em junho próximo, no Rio de Janeiro, para as ações de comunicação que farão parte dessa luta global por um mundo em que os direitos humanos, sociais, ambientais, econômicos, políticos e culturais sejam assegurados a todos os cidadãos e cidadãs do Planeta. No bojo dessa mobilização e conjuntamente, será realizado o II Fórum Mundial de Mídia Livre, para o qual fazemos um apelo de participação a todas as organizações e ativistas comprometidos com essa agenda transformadora.
Assim, em 2012, defendemos a tomada de ações que contemplem os encaminhamentos debatidos e acordados durante o III FML, visando concretizar os objetivos acima, entre as quais destacam-se:

Articulação global com os movimentos midialivristas;
Construção de um anteprojeto do Marco Regulatório para as Comunicações no Brasil;

Criar pontos de acesso, de formação e mobilização midialivrista;

Utilizar linguagem que não reproduza a mídia comercial hegemônica;
Criação e fomento de redes sociais livres, federadas e autônomas para compartilhamento da produção de conteúdo;

Investir na formação na produção de conteúdo, como oficinas, observatórios, formações livres e colaborativas;
Aproximar as iniciativas de mídia livre dos movimentos sociais e da população em geral;

Mapear o espaço que as mulheres ocupam na mídia alternativa para um debate mais amplo;
Ampliar o uso da webTV e outras ferramentas de audiovisual na internet como ferramenta estratégica para o debate da mídia livre, priorizando o uso de ferramentas livres;

Construir um programa que discuta o tema da mídia livre na PosTV com as diversas organizações que atuam nesta pauta;
Difundir o uso de ferramentas de proteção de dados e Ips;

Potencializar as rádios comunitárias, de forma que a informação tenha mais alcance;
Trabalhar pela construção de um grande encontro da sociedade civil, em torno da comunicação, que reúna os diferentes setores que atuam nesta pauta, para o fortalecimento de agendas comuns;

Valorizar o papel e a participação das mídias não digitais, alternativas e populares, como as rádios livres e comunitárias, nos processos de construção das agendas das mídias livres;
Defender a adoção de tecnologias livres pelo Estado brasileiro;

Criação de GT para dar continuidade ao diálogo dos protocolos livres, entendendo esses como a pactuação política e tecnológica de ações, métodos, semântica e tecnologia entre os movimentos da sociedade civil. A organização do GT será feita a partir de agora no pad http://pontaopad.me/protocoloslivres;
Garantir a universalidade da banda larga, com políticas públicas de acesso livre e pontos populares de formação, além de provedores comunitários;

Combate ao AI-5 digital e a todas as iniciativas de cerceamento da liberdade na internet;
Cobrar do governo que retome os Pontos de Mídia Livre, ampliando essa política pública para estados e prefeituras;

Lutar por uma política pública de distribuição da verba governamental de publicidade, que promova a diversidade e a pluralidade e garanta o exercício da comunicação por todos e todas.  Esta política deve considerar sobretudo as especificidades das mídias livres em termos de sustentabilidade econômica;
Mapear iniciativas de políticas públicas de comunicação nos estados;

Incidir sobre outras políticas que dialogam com a questão do marco regulatório e estão sendo aprovadas de forma independente, como a regulamentação da lei 12.485 e continuidade da classificação indicativa, em debate no Supremo Tribunal Federal;

Reivindicar faixa de espectro para o rádio e a TV digital e políticas públicas de financiamento de transmissores de rádio e TV digital para pontos de mídia livre;

Compartilhamento de informações e orientações de apoio jurídico para as mídias livres;
Articular internacionalmente as lutas por políticas públicas e regulação que garantam liberdade e o combate a leis e políticas que restrinjam a liberdade;

Lutar por políticas de abertura de espectro livre e white spaces para apropriação pelas mídias livres;
Debater e tomar posição sobre o padrão de rádio digital a ser implementado pelo Brasil;

Articular os espaços de mobilização on e offline, nas redes e nas ruas
Denunciar e combater a apropriação privada de dados pessoais por terceiros

Promover/participar do II FMML no Rio de Janeiro, entre os dias 16 e 18 de junho, concretizando o chamado da Carta de Dakar;
Integrar o II FMML, evento inserido no processo dos Fóruns Sociais Mundiais, com o processo da Cúpula dos Povos da Rio+20,  respeitando seus princípios  e atuando desde já em seus grupos de diálogo e de trabalho, para construção da agenda da comunicação;

Mapear as atuais experiências de desenvolvimento e uso de redes de compartilhamento de recursos pelos ativismos globais para contribuir no diálogo dos protocolos livres propostos para o II FFML;
Promover uma ação de comunicação que seja definida de maneira conjunta e que produza impacto para além dos setores que acompanham o processo da Conferência da ONU;

Traduzir os conceitos em debate na Conferência da ONU e na Cúpula dos Povos e das agendas dos movimentos, de forma a qualificar a compreensão do que está em jogo nos eventos da Rio+20;
Dialogar com as organizações e movimentos da sociedade civil para que sua comunicação se integre ao processo de construção do II FMML;

Criar um grupo local de organização e logística para, em diálogo internacional, realizar o II FMML. Este grupo estará aberto à participação de organizações de fora do Brasil;
Promover no II FMML o diálogo internacional entre desenvolvedores e gestores de redes e recursos de comunicação voltados aos ativismos de internet para a construção de protocolos internacionais;

Organizar previamente ações de comunicação compartilhada e definir como coordenar as ações de forma autogestionada;
Ampliar a participação das organizações brasileiras no debate internacional da construção do II FMML;

Avaliar a possibilidade de extensão (participação à distância) do II FMML, com a organização de atividades e debates fora do Rio de Janeiro durante os dias do evento em junho.
Participar e estimular a participação das mídias livres na Comissão de Comunicação do Fórum Social Mundial.

Todas as contribuições estão disponíveis no site: http://forumdemidialivre.org

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mães de Maio fazem julgamento e condenam El Clarín, é preciso fazer o mesmo para O Globo.

Victor Zacharias

A Argentina tem se mobilizado fortemente para estabelecer a democracia na comunicação, primeiro com a aprovação da Ley de Medios, que foi construída respeitando todos os Direitos Humanos, inclusive o da Liberdade de Expressão, depois com a retomada do poder do Estado sobre o papel de imprensa que estava nas mãos de grupos privados, que proibiam que houvesse democracia na mídia, impedindo que o papel pudesse ser comprado por todos que queriam produzir jornais, e agora em um julgamento público, promovido pelas Mães de Maio.

O Brasil precisa olhar estes exemplos e quem sabe repetí-los por aqui, a fim de quebrar o monopólio da comunicação brasileira e criar o Marco Regulatório das Comunicações que possibilitará a total Liberdade de Expressão que hoje está reservada para um pequeno grupo de famílias.

No dia 22 de dezembro, em Buenos Aires, a Associação Madres de la Plaza Mayo, conhecida por aqui como as Mães de Maio, fez o julgamento ético e político de empresas de comunicação do grupo Clarin.

"É pela nossa própria liberdade, a liberdade dos sem voz, é por defender a Ley de Medios, por defender a liberdade sindical dos companheiros trabalhadores, e uma resposta pela justiça, a memória viva e a igualdade", declarou Hebe de Bonafini, presidenta da associação, ao anunciar o evento.

O julgamento, previsto para durar cerca de 2 horas, foi de 6 empresas, - Clarín, Canal 13, TN, Radio Mitre, Papel Prensa y Cablevisión -, das mais de 226 do Grupo El Clarín, e apresentou a conclusão de diferentes comissões de advogados, jornalistas e testemunhas.

"Nós vamos fazer um julgamento ético e político do grupo Clarin. Julgamento do grupo que rouba crianças, verdades e esperanças. Dizem que é caça às bruxas, eles vão dizer que é contra a liberdade de expressão, eles dizem que é uma escalada do governo, mas não é nada disso ", esclarecia Hebe Bonafíni, justificou que, "por hora só vai ser o grupo Clarín, porque tem mais meios.
Então dizem uma mentira no El Clarín ou no Canal 13, esta é veiculada em todo o país, isto é, eles difamam e colocam quem querem no chão, batem como querem, e em todo o país as pessoas leêm, escutam e veêm aquilo que não é verdade. E é isso que queremos mostrar as Mães, e queremos comparar. O que aconteceu e o que eles disseram. Ou o que é dito e o que acontece."

Ao final do julgamento, o Grupo El Clarín foi considerado culpado, pelo grande público presente, por vários de seus atos, que unanimamente levantou as mãos para a condenação.

O grupo foi considerado culpado por cumplicidade com a ditadura, manipulação de dados, a aquisição fraudulenta de suas companhias, Artear, Radio Mitre, Papel Prensa, posição dominante, Cablevision, e proibição de democracia interna e da liberdade sindical na maioria das empresas, além dos detalhes descritos pelas testemunhas e promotores que participaram que forneceram minúcias de todas as injustiças.

A encarregada do tribunal que deu os argumentos políticos do julgamento foi a presidente da associação das Mães de Maio, Hebe de Bonafini, enquanto o advogado constitucionalista Eduardo Barcesat funcionou como procurador-geral.

Cada uma das empresas teve uma acusação própria especialmente feita pelos jornalistas, e para cada uma delas diferentes testemunhas depuseram e forneceram evidências das práticas costumeiras destes meios de comunicação, alguns fizeram isso ao vivo, outros por depoimentos gravados em vídeo. Entre as testemunhas, estavam Liliana López Foresi, Eduardo Anguita, Victor Hugo Morales, Mario Giorgi, Glenn Postolski, Mark Taire, Osvaldo Papaleo Hector Gallo, bem como ex-jornalistas de algumas dessas empresas como Rebori Branco, Sec Hannibal, Gustavo e Bruz José Carbonelli.

Os procuradores fizeram parte do processo foram Paul Llonto, Marquez Virginia, Mancinelli Jorge, Zarranz Luis, Vallejos Paola, Ortega Rosa e membros da Hamartia revista.

Nesta páginas da internet há detalhes dos testemunhos, clique aqui Mães de Maio ou aqui Revista Cítrica

sábado, 24 de dezembro de 2011

A CPI da Privataria Tucana pode levar Serra e FHC para a cadeia.

Victor Zacharias

Durante o lançamento do livro Privataria Tucana, do Amaury Ribeiro Jr, Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, comentou as principais questões abordadas pelo livro que virou CPI.

Sempre com muito bom humor, ele reclamou da falta de seus convidados: Élio Gaspari, Ali Kamel, Judite Brito, a qual não foi receber o prêmio "O corvo" do 1º Congresso Internacional de Blogueiros, quando a platéia, aos risos, lembrou ao Paulo Henrique que faltou convidar o Merval.

A atividade de repórter está viva, o Amaury não nasceu do fato, é, talvez, o mais premiado dos repórteres brasileiros, este livro é a consolidação de um trabalho de anos e anos de bom jornalismo...não é este jornalismo do lugar comum, do sim senhor, do abaixar a cabeça, do sentimento de vira lata, que a gente vê no PIG - Partido da Imprensa Golpista, disse Paulo Henrique.

O conteúdo deste livro provocou o início do processo de uma CPI, proposto pelo Deputado Protógenes, e precisará da pressão popular para que seja instalado, pois é a continuação da Operação Satiagraha, que investigou e condenou o banqueiro Daniel Dantas.

Amorim lembrou que a luta pelo Marco Regulatório das Comunicações uniu a todos neste lançamento do livro Privataria Tucana, que foi proposto pelo Instituto Barão de Itararé. O boicote à divulgação deste livro e da Ley de Medios, na grande mídia, acentua a necessidade da democracia na comunicação, pois a enorme concentração da propriedade cruzada faz com que somente uma versão dos fatos prevaleça.

O livro do Amaury é o couvert do que veremos na CPI do deputado federal Protógenes, e, segundo Amorim, descreve a maior roubalheira das privatizações que aconteceram na América Latina. O presidente mexicano Carlos Salinas de Gontário, que fez a privatização, entregou o México ao Carlos Slim, que se tornou o homem mais rico do mundo. O irmão do presidente foi preso, ele fugiu para a Irlanda, hoje vive num bunker na cidade do México, ninguém sabe onde é; o presidente da Bolívia, Gonzalo Sachez Lozada, fugiu para Miami sendo chamado de assassino; o presidente do Peru que fez a privatização, Alberto Fujimori, está preso; o presidente da Argentina que fez a privatização, que só não vendeu a Casa Rosada porque não deu tempo, teve que tomar emprestado um mandato de senador, para não ir em cana. E aqui o FHC cobra R$50.000,00 por palestra, aqui levam ele a sério, completo Amorim.

Eles têm que responder, pelo que fizeram, diante do Congresso. A privatização do Brasil não é geneticamente diferente daquela que foi feita no México, na Bolívia, na Argentina e no Peru. Foi o mesmo processo de briberização (suborno) mencionado por Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia.

Este suborno está provado com documentos no livro, e mostra como Carlos Jereissati comprou a Telemar, e a propina foi para Ricardo Sérgio de Oliveira, que foi tesoureiro da campanha do Fernando Henrique e do José Serra.

Amorim lê o texto de seu blog Conversa Afiada: Protógenes jogou a bomba do Rio Centro no colo do governo. A Privataria Tucana a obra magna do brilhante Daniel Dantas é mãe de todos os mal feitos, a consultoria do Palloci, as ongs do Orlando, o duplo emprego do Luppi, isso tudo é brincadeira de criança diante da maior roubalheira numa privatização latino americana, a obra do Amaury e seu sucedâneo político, a CPI da privataria são a bomba do Rio Centro lançado no colo do governo. Se o governo escalar o coronel Jobs Santana para desarmar a bomba, babau. A bomba do Rio Centro descobriu a farsa da abertura política do último presidente militar. O Figueiredo, prendia, batia e arrebentava, e se acumpliciava aos terroristas do Rio Centro que queriam explodir o Rio Centro com Chico Buarque e todos que estavam lá dentro. O Marco Maia, não é o Marco Maia, ele é o governo Lula e Dilma. Se a CPI do FHC, Dantas e Serra, não sair, babau. Todos os mal feitos properarão, mesmo os dos pés de chinelo, para usar a expressão da comunidade que o delegado Itagiba frequentava. Não adianta falar grosso com o Luppi e falar fino com o Dantas, finalizou Amorim.

Aplausos, assista ao vídeo e tire suas conclusões.

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