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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A bela Camila, líder estudantil chilena, mostra suas idéias sobre educação

Victor Zacharias

A luta dos estudantes chilenos para uma educação pública de qualidade encontrou em seu atual presidente, um grande empresário, a falta de diálogo e uma grande repressão policial. O governo insiste em manter a educação nas mãos do sistema privado, que pela lógica do mercado e da característica do sistema neoliberal, só terá vagas para quem pagar e muito.
Nessa luta, apareceu uma estudante chamada Camila Vallejo Dowling que chama atenção pela sua beleza e também por sua postura em defesa da educação popular de qualidade no Chile. Como todos que contrariam o mercado, ela também foi ameaçada de morte e nesta semana estará em Brasília, na quarta-feira,31, para apoiar a UNE nas manifestações junto ao Banco Central pela queda dos juros.

Para conhecer um pouco do que ela pensa, leia o que ela respondeu pelo seu blog, ao colunista de um jornal popular de direita, um advogado, de sobrenome Eichholz, conservador e reconhecido expoente do neoliberalismo chileno, membro da congregação Legionários de Cristo. Ele  perguntou a Camila até onde este movimento estudantil chegaria, pois já passou dos limites.

Por causa do povo, Eichholz

Camila Vallejo
Se há algo que reconhecemos na política é que você não pode esperar posições homogêneas, nem estáticas dentro do grupo de pessoas que o compõem, a menos que seja para ficar no meramente superficial e não questionar a origem dos problemas está empenhada em resolver.

Ao tentar demonizar os movimentos sociais quando adquirem abordagens políticas ou quando são mais radicais, significa que além de não entender nada sobre os movimentos sociais, quer impor uma posição ideológica, o sindicalismo, a uma maioria pensante e ativa. É, em última análise uma perda de tempo o Sr. Eichholz.

As pessoas não são idiotas o suficiente como você tende a pensar, ou muito fáceis de serem manuseadas pela mídia.
As pessoas vêem a série de ações desesperadas e declarações de alguns funcionários do estado e intelectuais do governo, nota-se que há muito medo de enfrentar esse conflito de forma transparente. Se percebe que eles estão com medo porque as questões que são, até hoje, "tabu" estão colocados no debate nacional, pois esse movimento tem superado as limitações do sindicalismo e tornou-se um espírito real e transformador de consciências. Hoje não têm como continuar a sustentando nem com argumentos, nem com evidências uma experiência do modelo neoliberal que nos últimos 30 anos tem demonstrado o seu fracasso total no campo educacional, para dizer o mínimo, e não me diga que a "massificação" do ensino superior é demonstração fiel que fizeram o caminho certo, seria absolutamente míope de sua parte.

Deixe-me dizer o Sr. Eichholz, para que se informe um pouco melhor, esse movimento não tem estado apenas disposto a conversar, mas pediu um verdadeiro diálogo com o ministério. O problema é que não há nenhum diálogo verdadeiro, a colocação do interlocutor é criticada porque há questões que não se querem abordar, as intenções não são transparentes, ou o diálogo tem postura unilateral de quem se recusa a desistir de seus interesses para atender as necessidades e demandas da maioria. Faz tempo que o diálogo pelo o diálogo não convence mais, já deixamos de ser ingênuos.

Agora você pergunta quem está certo ou o qual é a posição da maioria. Bem, essa frase parece ter eriçado os cabelos "avançar para um modelo de educação pública, gratuita e de qualidade", não só é possível, porque em nosso país foi possível tendo um estado significativamente menos rico do que o atual, ou porque agora temos riqueza suficiente (apenas mal distribuída ou doadas a multinacionais estrangeiras), ou porque outros países têm mostrado que é possível ter percentual igual ou maior de matrículas das que existem no Chile. Este objetivo básico é consistente, é o único que entende a educação como um direito e não como uma mercadoria (o conhecimento como valor de troca), é o único que entende que - em termos economistas - o "rendimento educacional" não surge de sistema educacional, mas fora dele e, portanto, tentando capturá-lo com as tarifas ou crédito é um imposto sobre uma base de tributação que não existe.

O "rendimento educacional" no qual se apoiam tanto os economistas neoliberais para defender o pagamento de mensalidades na educação, não está no período de formação, mas está incorporado de várias formas, do qual o beneficiário principal não é o trabalhador qualificado por meio de seus salários, mas a sociedade como um todo, expressa em aumento da produção de bens e serviços de empresas onde a mão de obra qualificada, o progresso técnico e científico, como resultado destas transferências de tecnologia e serviços especializados realizadas por universidades (que é pago ou pago bem abaixo do seu valor real), o aumento da produtividade material, nível social e cultural mais elevado para o sistema como um todo, entre outras coisas, porque gera externalidades positivas educação, e são imensuráveis.

Em suma, o rendimento educacional é gerado "fora" do sistema de educação, não é direito captar do aluno. No entanto, é lógico que a educação não pode ser livre, porque alguém tem que pagar, mas sob a razão dada, deveria ser pago por meio de impostos gerais e específicas a serem cobrados. O Estado deve captar através dos aumentos de produtividade e dos rendimentos auferidos principalmente empresas de grande porte, ou seja, através de impostos progressivos, que são transferidos para as instituições públicas através do orçamento nacional. Só desta forma contribuirá para o sistema de educação que se beneficia dele.

E, finalmente, não há melhor evidência para determinar a posição da maioria que o apoio constante dos cidadãos e do retorno de apoio para o ministro, se existem dúvidas que seja feito um plebiscito.
(tradução livre)

Clique aqui, leia o original e conheça o blog da Camilia Vallejo Downling

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Apeoesp aprofunda o tema: Mídia e os Movimentos Sociais

Victor Zacharias

Foi realizado hoje em São Paulo no Hotel Braston, das 9 às 13 h, pela Apeoesp, o Seminário Mídia e os Movimentos Sociais, para debater o tema estavam presentes os jornalistas: Conceição Leme (Blog do Azenha), Alípio Freire (Jornal Brasil de Fato), Carlos Lopes (editor do jornal Hora do Povo) e Renato Rovai (editor da Revista Fórum). Participaram ainda do debate representantes de entidades como a CNTE –Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Ação Educativa, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Central Única dos Trabalhadores, Centro do Professorado Paulista, APASE – Sindicato dos Supervisores de Ensino e Udemo – Sindicato dos Diretores de Escolas do Estado de São Paulo, além de outros sindicatos como Jornalistas, Bancários e Metalúrgicos.
Na primeira parte do evento foi exibido um vídeo que mostrava a cobertura tendenciosa feita pela Rede Globo da última passeata dos professores na cidade de São Paulo. Ela destacava em suas matérias sempre o aspecto negativo, sem consultar todos os lados envolvidos e procurava estigmatizar a manifestação como sendo ilegal e ilegítima, pois era feita pela minoria da classe. E como a Rede Globo pauta jornais e outras emissoras, como sempre, essa mensagem uníssona era repetida em toda mídia de mercado gerando uma compreensão falsa do fato. Não há como se defender com a mesma força e nem mesmo colocar o ponto essencial da reivindicação para esclarecimento do público.
O que se nota é que grande parte dos editores tem o objetivo de carimbar nos movimentos sociais a marca de são feitos por baderneiros, logo ilegais, isso cria um ambiente para que os parlamentares sintam-se estimulados a criminalizar os movimentos sociais, o que seria bom para algumas empresas e governos autoritários que não tem o hábito de dialogar com o povo.
O poder da mídia é incontestável, sem diversidade e pluralidade nas informações difundidas, e com forte concentração, isto é, somente poucas empresas de comunicação que detém a liberdade de imprensa inibindo a liberdade de expressão. Este discurso único é fruto de algumas faltas fundamentais: a regulamentação para os artigos que dizem respeito à Comunicação Social expressos na Constituição Federal; o não cumprimento das poucas leis existentes; a deficiente fiscalização do Governo; o apoio às mídias que ousam se contrapor as de mercado.
Ao final do Seminário a presidente do Sindicato da Apeoesp, a professora Maria Isabel Azevedo Noronha, pela evidente importância do tema, propôs um movimento de adesão as mídias contra hegemônicas, a criação de um Fórum Permanente para a discussão da mídia, para isso realizará em todas as suas subsedes o exame desta questão para aprofundar os conhecimentos de toda a classe e impulsionará a OAB afim de que entre com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por omissão no que ser refere aos artigos 220 e 223, que tratam dos oligopólios e monopólios das concessões públicas de radiodifusão, de acordo com solicitação feita pelo professor Fábio Comparato (assista no vídeo).

domingo, 13 de junho de 2010

Futebol, educação, mídia e religião são discutidos no Colégio São Luís.

Victor Zacharias

Um dos colégios mais tradicionais de São Paulo, situado na avenida símbolo, a Paulista, promoveu no último dia 10 de junho uma espécie de Seminário sobre a violência do futebol entre as torcidas e para discutir este assunto dirigentes de grandes clubes paulistas que foram antigos alunos da instituição estiveram presentes.
Inicialmente todos lembraram os seu tempos de colégio inclusive o desembargador José Carlos Ferreira Alves, diretor do São Paulo Futebol Clube, mencionou alguns de seus colegas de classe, pois recordava da lista de chamada, também bem fresca na memória de Fernando Capez, deputado e conselheiro do Corinthians.
De modo geral, concordavam entre eles que os pontos básicos para que a violência diminua nos estádios são a educação, a religião e a família.
Fernando Capez falou sobre leis para coibir a violência nos campos de futebol e a força do esporte para educação. Ele também defendeu que o ensino religioso é muito importante para uma vida em sociedade, "o laicismo é a hostilidade a religião, e toda e qualquer religião cristã, principalmente a católica, que tem um traço moral, ela é hostilizada e ela é vista com revanchismo", disse Capez.
A mídia também foi mencionada durante os discursos e a deturpação da notícia foi enfocada pelo desembargador.
Foram convidados para o debate, mas não puderam comparecer o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzo e o do Santos, Luis Álvaro Ribeiro.
As crianças, na hora das perguntas, foram muito participativas perguntando sobre a seleção brasileira e as críticas que os dirigentes tinham sobre as escolhas do Dunga, técnico do Brasil. Percebe-se neste comportamento quanto elas aprendem com a mídia, pois fizeram as perguntas comumente feita pelos repórteres da televisão.
Um outra pergunta, feita por mim, sobre a influência da mídia sobre o público infantil que rivaliza a educação, faz entender que fica comprovada este poder midiático na evidência das perguntas feitas pelos alunos.
Assista o vídeo e tire suas conclusões.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Lula figura nos 100 do ano - El País.

Victor Zacharias

Enquanto aqui no Brasil a imprensa vive catando frases isoladas para esculhambar o presidente Lula, na Europa, lugar da civilização mais avançada de acordo com a elite endinheirada brasileira, ele está entre os 100 personagens que fizeram a diferença neste ano.
Diz o jornal El País: El presidente de Brasil se ha convertido en el líder indiscutible de América Latina y una referencia para todos los políticos. Brasil ha pagado este año toda su deuda, crece a buen ritmo y se ha llevado los Juegos de 2016.
Lula dá um Olé para o Brasil e firma uma nova fase para o país.
Quem fez o seu perfil foi José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do governo espanhol: ...en apenas 16 años, ha dejado de ser el país de un futuro que nunca llegaba para convertirse en una formidable realidad, con un brillante porvenir y una proyección global y regional cada vez más relevante. Por fin, el mundo se ha dado cuenta de que Brasil es muchísimo más que carnaval, fútbol y playas. Es uno de los países emergentes que cuenta con una democracia consolidada, y está llamado a desempeñar en las décadas siguientes un creciente liderazgo político y económico en el mundo, tal y como ya viene haciendo en América Latina con notable acierto.
Ainda dizem que ele não tem educação e nem cultura. Será? Não é isso que os fatos mostram. E fez isso sem se curvar aos poderosos, mas falando de igual para igual.
Enquanto tudo isso acontece a imprensa servil ao capital e mantendo a censura privada, continua a tricotar sobre um assunto do qual ela não é especialista: moral e ética.
Se você mora na Espanha não esqueça de comprar neste domingo o El Pais e ler o caderno especial: 'LOS CIEN DEL AÑO'

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Clubes de futebol tem que garantir a educação básica dos jogadores. É lei.

Victor Zacharias

Assim como as meninas são atraídas para o chamado "dinheiro abundante" no trabalho de modelo de beleza, os meninos querem seguir a carreira de futebolista, neste dois casos a parte de formação escolar é deixada de lado. As duas profissões são meteóricas e na maioria das vezes não dá certo, são poucos e poucas que chegam lá.
Agora as agremiações que querem só faturar terão que garantir a matrícula, a frequência às aulas e o aproveitamento escolar dos jovens menores de 18 anos, vinculados aos clubes.
Os clubes que descumprirem a lei serão multados em 250 UFESPs (R$ 3.962,50 em valores atuais) por atleta. Em caso de reincidência, serão impedidos de participar das competições organizadas pela Federação Paulista de Futebol. À FPF caberá receber dos clubes a documentação comprobatória e repassá-la à Secretaria Estadual de Educação e à Comissão de Educação da Assembléia Legislativa.
Para o deputado Raul Marcelo (PSOL), a aprovação do projeto “vai estimular a valorização da educação no Estado e servir como um instrumento de proteção ao futuro de milhares de jovens que hoje abandonam os estudos para tentar um contrato profissional e, na maioria das vezes, terminam a vida sem o contrato, sem formação e emprego, expondo-se a situação de risco social”.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Chalita critica educação promovida pelo governo Serra.

Victor Zacharias

Gabriel Chalita vereador mais votado da cidade de São Paulo que recentemente saiu do partido dos tucanos pela falta de espaço para avançar politicamente e lutar pelas suas idéias, criticou pelo Twitter a atuação do governo de São Paulo que quer inibir a violência nas escolas pela distribuição de cartilhas.
Disse Chalita:
gabriel_chalita Acompanhando no Bom dia São Paulo que o Governo de SP quer resolver o problema da violência escolar com cartilhas...ledo engano. from web
gabriel_chalita Questões de violência se resolvem com escolas abertas em finais de semana, esporte, cultura, envolvimento familiar, ensino de qualidade... from web
gabriel_chalita Os alunos vão rir das cartilhas... pena que programas vitoriosos no combate à violência foram abandonados. Escolas têm de ser espaços de paz from web
Agora livre da pressão comandada pelo governador Serra e seu fiel escudeiro, no âmbito municipal, Kassab. Chalita pode falar com liberdade sem sofrer represálias do PSDB que, aliás, ontem teve 13 vereadores da bancada de apoio ao prefeito cassados por recebimento de verba irregular para campanha política.
Chalita especialista em educação quando mudou de partido declarou:
"Mudo de legenda em busca de espaço adequado, que não encontro na atual, para lutar pelas propostas em que acredito: escola de tempo integral para as redes públicas, instrumento necessário à diminuição das desigualdades sociais; currículos que privilegiem habilidades cognitivas, sociais e emocionais que atendam à complexidade do ser humano; obrigatoriedade do ensino médio, como alavanca das potencialidades dos jovens; integração família-escola como elemento essencial à realização da verdadeira Educação, aquela que promove a dignidade do homem".
Em trabalho que fiz junto à comunidade de Parelheiros no ano de 2007, uma das reivindicações da população local era um espaço para lazer aos finais de semana, porque a Escola Estadual tinha acabado com o programa que permitia o uso das instalações pela população destas regiões.
Administrar uma cidade complexa como São Paulo do gabinete dá nisso, soluções que não são adequadas à necessidade da população.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Livros de graça. É só escolher, baixar e ler.

Victor Zacharias

Pronto, agora você não tem mais desculpa para não ler, na internet tem vários sites que disponibilizam bons livros e de graça:
Domínio Público: o site do Governo Federal oferece mais de 1.000 livros gratuitos, entre obras de ficção, documentários e material didático. Seu sistema de busca permite pesquisas pelo nome da obra, do autor ou categoria. Leia
Biblioteca Virtual Portuguesa: romances, contos e poesias de escritores portugueses estão disponibilizados para download para serem lidos na tela. Leia
Cultura Brasil: livros de Euclides da Cunha, Maquiavel e Castro Alves fazem parte do acervo reunido pelo site. Leia
e-Book: a educação é o forte do site, que disponibiliza livros de direito, ciências sociais, medicina, psicologia e línguas estrangeiras. Leia
Gutemberg: livros de domínio público de diversas línguas estão hospedados no site, todo escrito em inglês.Leia
Portal da Filosofia: obras de filósofos consagrados, como Francis Bancos, Sócrates e Aristóteles, são baixados gratuitamente. Leia
Troca de Livros: é indicado para os aficionados pelos livros físicos, que são trocados entre os usuários de todo o Brasil. Leia
Virtual Books: oferece uma variedade de livros em mais de seis línguas. Leia
Leia também: 3.000 livros para download no site da USP
Se souber da mais algum, manda para gente que disponibilizaremos por aqui.
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